Suspensão dianteira - Bike - TSW

Como escolher a melhor suspensão dianteira para a minha bike?

A suspensão dianteira é um dos componentes mais importantes da bicicleta e, com certeza, qualquer alteração nesta área vai fazer uma diferença muito grande no seu conforto e também no seu desempenho. Afinal, além de absorver os impactos que vão para os seus braços, ela ainda é responsável por manter o pneu dianteiro em contato com o chão. 

Como escolher a melhor suspensão dianteira para a minha bike? 1

Por isso, se você está cansado de andar em uma bicicleta que parece um pula-pula e deseja dar aquele upgrade na magrela, entenda mais detalhes deste componente.

1 – Se minha bike não tem suspensão, vale a pena colocar?

Dependendo do uso que você vai fazer da bike, a suspensão dianteira pode ser um item dispensável. Se você só pedala por ruas e avenidas relativamente lisas, por exemplo, o garfo de suspensão pode ser dispensado – mas, mesmo nesses casos, uma boa suspensão certamente vai aumentar o conforto.

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Outra situação em que a suspensão dianteira se faz desnecessária são as bikes de estrada, que rodam quase que exclusivamente no asfalto, de preferência sem muitos buracos. Nas bikes de trilha, a “suspa” é um item quase obrigatório. Mas, mesmo assim, muitos que pedalam mais em estradões de terra mais lisos acabam optando por um garfo rigido para mountain bike a vantagem, neste caso, é o menor peso e a simplicidade na manutenção. 

2 – Verifique se tudo é compatível

Antes de comprar um novo garfo, verifique se ele é compatível com a sua bicicleta. Para isso, preste atenção nos seguintes itens:

Curso – O curso, normalmente medido em centímetros, é o comprimento da movimentação que um garfo consegue realizar. Apesar de ser possível realizar pequenas alterações nesse valor, muitas vezes a mudança não é recomendada pelo fabricante e pode violar a garantia da sua bike, comprometer o funcionamento e provocar acidentes. 

Isso quer dizer que, se sua bicicleta vem equipada com um garfo com 100mm de curso, procure um modelo com 100mm de curso. Um garfo mais alto, capaz de oferecer mais curso, pode alterar a geometria da bicicleta, prejudicando sua pilotagem. 

Além disso, mudanças nessas áreas podem comprometer a durabilidade do quadro, que será submetido a forças não previstas em projeto – por isso, a não ser que você seja expert no assunto, mantenha as coisas como elas são. 

Espaçamento do eixo – Atualmente, boa parte das suspensões dianteiras utilizam espaçamento padrão, com eixos de 100mm de extensão, ou boost, com eixos de 110mm de extensão. Assim como o padrão da espiga, os eixos não são intercambiáveis, então vale a pena prestar atenção.

O eixo boost permite criar um conjunto dianteiro mais rígido, além de permitir a montagem de rodas que sofrem menos torções laterais. 

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Padrão da espiga – A espiga é aquela haste que se estende para cima do garfo e passa por dentro do quadro da bicicleta. Atualmente, a maioria das suspensões dianteiras possuem espigas retas, normalmente encontradas em bicicletas mais simples, ou espigas cônicas (taperd), via de regra utilizada em modelos mais avançados.

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É importante prestar atenção nisso antes de bater o martelo, já que os padrões não são compatíveis entre si. A vantagem da espiga cônica é sua rigidez – ela torce menos graças ao diâmetro maior do tubo em sua base. 

Tipo do eixo – A maioria das bicicletas no Brasil utiliza dois padrões de eixo: as blocagens de 9mm ou os eixos passantes de 15mm. Mais uma vez, é importante verificar qual tipo de eixo é compatível com seu cubo dianteiro, e se ele será compatível com sua nova suspensão. 

Suspensão a ar ou com mola?

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que qualquer suspensão dianteira de bicicleta possui uma mola: ela pode ser feita de metal, como a de um carro, ou com um êmbolo cheio de ar – uma mola pneumática que funciona como uma seringa com o furo tampado. 

Via de regra, a suspensão com mola a ar oferece vantagens como o menor peso e a maior capacidade de ajuste, qualidade significativa de leitura de terreno e resposta. Afinal, trocando a pressão da mola, algo que você faz com uma bombinha especial, é possível ajustar o componente para diversos pesos, estilos de pilotagem e terrenos. 

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Por outro lado, elas costumam custar mais caro e ter a manutenção um é mais complexa – nada que um bom mecânico não consiga fazer.

As suspensões com mola de metal costumam ser modelos mais simples, com menos possibilidade de ajuste e um peso mais elevado. Sua maior vantagem é o preço mais competitivo. 

Sim, existem suspensões com mola de altíssimo rendimento, mas estes modelos costumam ser utilizados apenas em bicicletas de enduro e downhill, onde o peso é uma preocupação menor. 

Regulagens variadas no sistema hidráulico

Além da regulagem de pressão do ar que pode ser feita nos garfos pneumáticos, muitas suspensões de bicicleta possuem outras regulagens variadas, como o retorno e a compressão do sistema hidráulico. 

Sistema Hidráulico – além da mola, as suspensões mais avançadas possuem um sistema hidráulico. Ele serve para controlar os movimentos do garfo, evitando que ele funcione como um pula-pula (igual carro com amortecedor estragado). Normalmente, eles funcionam passando óleo por pequenos orifícios ou passagens, o que reduz a oscilação descontrolada proporcionada pela mola. 

A regulagem de retorno, por exemplo, é fundamental para quem deseja pedalar com mais desempenho. Ela permite ajustar a velocidade que o garfo volta para sua posição original depois de atingir um buraco – um retorno muito rápido, por exemplo, pode jogar o ciclista para cima, tirando o controle da bicicleta.

A regulagem de compressão funciona de forma similar, mas ela muda a velocidade que o garfo se comprime no momento do impacto. Em ambos os casos, este tipo de regulagem costuma ser feito por botões giratórios. 

Via de regra, uma suspensão com mais opções de regulagem possui um sistema hidráulico mais avançado, e seu preço será mais elevado. 

De fato, se você sabe regular as coisas e tem tempo para testar diferentes configurações, uma suspensão com múltiplas regulagens pode ser uma vantagem. Porém, é possível obter um ótimo desempenho apenas como a regulagem de retorno e a de pressão do ar – às vezes, menos é mais. 

Diâmetro das hastes

Se você tem uma pilotagem mais agressiva, gosta de fazer curvas em alta velocidade e atacar a trilha com vontade, uma suspensão com hastes mais largas pode ser uma vantagem, já que ela oferece mais rigidez ao conjunto – por outro lado, normalmente ela pesa mais do que um modelo similar, mas com hastes mais finas.

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O diâmetro das hastes costuma variar entre 28mm a 40mm, vão escalando de acordo com a modalidade que praticam. As mais finas são indicadas para bicicletas leves, enquanto as mais largas serão encontradas em bikes de downhill, utilizadas quase que exclusivamente para descer.

Porém, não se engane. Hoje em dia, até mesmo bicicletas utilizadas em provas de maratona e cross-country olímpico, onde o peso é super importante, o uso de garfos com hastes mais parrudas é cada vez mais comum.

A SID Select+ utilizada na TSW Evo Quest Advanced + é um dos modelos mais leves da renomada Rock Shox, e mesmo assim possui hastes de 32mm, proporcionando uma pilotagem precisa e segura. 

Trava de suspensão

A trava da suspensão serve para “travar” o funcionamento, fazendo com que a suspensão vire um garfo rígido, necessário quando estamos em subida, especialmente quando pedalamos em pé, sprintando. Com ela, a pedalada fica mais eficiente, desperdiçando menos energia do ciclista. 

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Alguns modelos possuem um mecanismo de trava remota, que vai no guidão da bike e permite acionamento instantâneo, por uma alavanca. Se você pedala em trilhas ou circuitos com mudanças bruscas de inclinação, a trava no guidão pode ser uma excelente opção.

Agora, se seu pedal é mais tranquilo e chegar no topo de todas as subidas no menor tempo possível não é seu objetivo, a trava remota pode ser dispensada sem grandes prejuízos. 

Por fim, o peso!

Este é um dos fatores mais comumente utilizados como critério para fazer um upgrade na suspensão da bicicleta. Até porque, ninguém gosta de carregar peso desnecessário nas subidas. 

Além disso, um garfo mais leve permite que a frente da bike seja mais facilmente puxada para cima, o que facilita a vida do piloto na hora de transpor obstáculos variados, tanto nas descidas quanto nas subidas. Mas, se for optar por um garfo super leve, certifique-se que ele também não tem hastes super finas, o que acaba prejudicando a pilotagem. 

Aqui, o “segredo” é investir em modelos modernos, que unem baixo peso e boas características de pilotagem – infelizmente, o lado negativo é que eles costumam custar mais caro.

Muitas vezes, a melhor coisa a se fazer é já investir em uma bicicleta que venha com uma boa suspensão dianteira, algo que você encontra em toda a linha da TSW Bikes. Até porque, o garfo é um dos componentes mais caros para se trocar, e por isso sua compra deve ser super criteriosa. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre suspensões de bicicleta, use os comentários e nos conte qual modelo equipa sua bike, e se você está satisfeito com o desempenho!

Nos vemos nos pedais!

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